BIOGRAFIA DJALMA DA CUNHA BATISTA – GANHADOR TRILHA CULTURAL MAIO – 2022

ALUNO: DAVI PETRUS RIBEIRO DOURADO DE SOUSA.

PROFESSORA: MARIA NEUCIRLETE. TURMA: 6º B.

BIOGRAFIA

A minha biografia é sobre o médico, escritor, cientista, professor universitário e pesquisador, Djalma da Cunha Batista. Nascido na cidade de Tarauacá, no estado do Acre, em 20 de fevereiro de 1916, era filho do advogado Gualter Marques Batista e de Francisca  Acioli da Cunha Batista, mas foi no estado do Amazonas que constitui família e deixou um importante legado.

Cursou o ensino primário no Grupo Escolar João Ribeiro e no Colégio São José, na sua cidade natal. Na adolescência, foi morar em Manaus, capital do Amazonas, estado vizinho, e lá estudou no colégio Dom Bosco, onde concluiu o ginásio, que corresponde ao Ensino Médio de hoje. Depois desta etapa foi para o estado da Bahia e ali cursou medicina. Ele foi o orador de sua turma de formatura, uma aluno que se destacava pelo seu valor e capacidade. Formado, voltou para o norte no ano de 1939 para atuar profissionalmente em Manaus, onde posteriormente começou sua carreira de escritor.

Batista era muito dedicado a causas que se relacionavam à sociedade e à natureza, além de querer abrir caminhos para pesquisas sobre saúde, saneamento básico, cultura e artes,  que se aprofundavam em mudar a realidade das pessoas que moravam na Amazônia, influenciando o desenvolvimento daquela região. Sua luta foi para que as instituições atuassem de maneira vantajosa para a população, não somente visando lucros e destruindo o meio ambiente. Por tanto amor e dedicação, gostava de ser conhecido pelo título de “amazoniôlogo”.

Mesmo com tantas atribuições profissionais e um longo currículo acadêmico, que certamente lhe custaram anos de estudos e pesquisas, Djalma Batista constituiu uma família sólida. Casou-se com Gilda Limongi Batista, filha de imigrantes italianos, e teve 8 filhos com ela, dos quais foi um pai muito dedicado e firme. Os nomes de seus filhos são: Gilma; Gualter; Djalma; Marilena; José Roberto; Edith; Francisca e Cláudio.

ATUAÇÕES PROFISSIONAIS E ACADÊMICAS

Djalma Batista se desenvolveu em várias áreas, entre elas foi:

  • Médico da Santa Casa de Misericórdia;
  • Analista clínico da Casa Doutor Fajardo;
  • Tisiólogo do Dispensário Cardoso Fontes;
  • Membro da Liga Amazonense contra a doença respiratória tuberculose;
  • Médico da Escola Técnica de Manaus;
  • Diretor do Departamento de Educação e Cultura do Amazonas no Governo Stanislau Affonso (1945-1946);
  • Interno no Sanatório São Jorge, da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários do Leste Brasileiro, Bahia (1936-1938);
  • Interno, por concurso de provas, da 1.a Cadeira de Clínicas Médica da Faculdade de Medicina da Bahia (Serviço do Prof. Armando Sampaio Tavares) – (1939);
  • Assistente do Laboratório de Pesquisas Clínicas do Prof. Jorge Leocádio de Oliveira, Bahia (1939);
  • Oficial da Sociedade Acadêmica Alfredo Brito (1938);
  • Orador da turma de médicos de 1939;
  • Diretor da Clínica Psiquiátrica Adriano Jorge.

Nesta clínica também se destacaram profissionalmente os médicos: Dr. Moura Tapajós, Dr. Garcia Gomes, Dr. Luís Montenegro, Dr. Carlos Mello e Dr. Olavo das Neves, todos companheiros de Djalma.

No ano de 1940, Djalma Batista fundou  Laboratório de Patologia Clínica que leva seu nome: “Dr. Djalma Batista Ltda”. Este laboratório existe até hoje e é dirigido por seus filhos e netos.

Na carreira acadêmica foi muito destacado especialmente por escolher áreas de grande impacto social. Por duas vezes ele foi eleito Presidente da Associação Médica do Estado do Amazonas, mandato que durou de 1953 a 1956, e o segundo entre aos anos de 1960 e 1961. Além de membro, foi presidente da Academia Amazonense de Letras três vezes, sua presidência durou de 1968 a 1973. Ele conseguia, ao mesmo tempo, exercer outras atividades, como atuar no Conselho Estadual de Cultura como vice-presidente e ainda ser o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o que ocorreu entre os anos de 1968 a 1972.

BIBLIOGRAFIA

Como pesquisador, Djalma Batista foi autor de inventários científicos, artigos e livros. Entre as suas obras de destaque, estão:

  • Letras da Amazônia (1938)
  • Paludismo na Amazônia (1946)
  • Codajás, Comunidade Amazônica: estudo médico-social de uma

População Hinterlândia Amazônica (1960)

  • Da habilidade da Amazônia (1963)
  • O Complexo da Amazônia (1976)
  • Amazônia, Cultura e Sociedade (2006)

MORTE

Djalma Batista faleceu dia 20 de agosto de 1979, aos 63 anos de idade, em Manaus. Em um relato comovente sobre este dia, sua filha Gilma revelou que o pai morreu em um dia chuvoso, feio e escuro. Ele foi sepultado vestido com a beca de paraninfo e descalço. Ele havia pedido em vida que seu velório fosse sem flores ou alarde, mas por ser tão importante para toda a região, esse pedido não foi atendido. Seu corpo foi enterrado com muitas honras e sua morte foi manchete de jornais de todo o estado. Um artigo publicado por um de seus amigos neste dia, dizia que “Djalma Batista não morreu, encantou-se”.

HOMENAGENS

Djalma Batista, sem dúvida, foi um dos últimos grandes humanistas da Amazônia, e por essa causa recebeu várias homenagens, sendo elas:

  • Escola de Ensino Médio Dr. Djalma da Cunha Batista;
  • Escola Técnica Djalma Batista;
  • Pavilhão científico da Universidade Federal do Acre;
  • Avenida Djalma Batista, Manaus (AC);
  • Escola Bilíngue Professor Djalma da Cunha Batista, Manaus (AC).

Entre essas homenagens destaca-se a Avenida Djalma Batista, uma das mais importantes da capital amazonense. Localizada no bairro da Chapada, em área nobre da cidade, no principal centro financeiro da cidade, tem os melhores indicadores sociais da cidade, sendo o eixo viário que liga importantes avenidas como Darcy Vargas, Álvaro Maia e João Valério.

Ainda sobre honrarias após a sua morte, como reconhecimento pelo pioneirismo científico de Djalma Batista, o também cientista Ernst-Josef Fitkau denominou um novo gênero de Chironomidae (família de mosquitos que se desenvolvem em ambientes aquáticos como rios, riachos, etc) com Djalmabatista.

No ano de 2016 foi celebrado pela Academia Amazonense de Letras o centenário de Djalma Batista, ocasião em que foi realizado um seminário que promoveu estudos sobre os vários ângulos da personalidade e atividade do ilustre nortista, com destaque para a que foi considerada a sua principal obra e a mais abrangente: O complexo da Amazônia. Entre muitos temas importantes, a publicação trata dos obstáculos e potencialidades da região amazônica.

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